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The Economist aponta Brasil como força emergente da cultura latino-americana

Revista britânica analisa expansão global da produção cultural da América Latina e destaca cinema, música e literatura brasileiros em cenário promissor

Com O agente secreto, Kleber Mendonça Filho reafirma seu compromisso com obras que combinam crítica social (Foto: Divulgação)

247 - A cultura latino-americana atravessa uma fase de forte expansão internacional e chega a 2026 em evidência no cenário global. Produções da região nas áreas de televisão, cinema, música e outras manifestações artísticas têm ampliado seu alcance e conquistado novos públicos fora do continente, refletindo um interesse crescente pelo conteúdo cultural produzido na América Latina.

Essa leitura aparece em uma análise publicada pela revista britânica The Economist, em texto assinado pela jornalista Sarah Birke. Segundo o artigo, a combinação entre o avanço das redes sociais e a consolidação das plataformas de streaming aproximou os criadores latino-americanos do mercado internacional, facilitando a circulação de obras e ampliando sua visibilidade global.

O novo momento também é impulsionado por investimentos robustos da indústria do entretenimento. A Netflix, por exemplo, anunciou a promessa de investir US$ 1 bilhão em produções no México até o fim de 2028, sinalizando a confiança no potencial criativo da região. Dentro desse panorama, o Brasil aparece como um dos principais destaques, sobretudo no campo do audiovisual.

As produções brasileiras vêm ganhando espaço tanto na televisão quanto, de forma mais intensa, no cinema. O artigo da The Economist cita o filme Ainda Estou Aqui, estrelado por Fernanda Torres, como um exemplo do sucesso recente do cinema nacional no exterior. A publicação também ressalta iniciativas voltadas à valorização da cultura brasileira como indicadores de um cenário favorável ao longo de 2026.O reconhecimento internacional se reflete ainda em premiações. As conquistas brasileiras de O Agente Secreto e do ator Wagner Moura no Globo de Ouro são apontadas como sinais antecipados de um ciclo positivo, que tende a se prolongar pelos meses seguintes e consolidar a presença do país no circuito global de grandes produções.

Na música, o crescimento latino-americano segue em ritmo acelerado. O setor já movimentou mais de US$ 1 bilhão em vendas nos Estados Unidos, impulsionado por artistas que se tornaram referências globais, como Bad Bunny — atração confirmada no Super Bowl LX — e a cantora colombiana Karol G. A expectativa, segundo a análise, é de que o pop latino-americano continue em ascensão nas principais plataformas musicais.

Outras expressões artísticas também acompanham esse movimento. A literatura da região ganha projeção internacional com nomes como a mexicana Fernanda Melchor e a argentina Mariana Enríquez, enquanto as artes visuais são vistas como um campo promissor para alcançar novos circuitos globais. Em conjunto, esses fatores reforçam a consolidação da cultura latino-americana no cenário internacional, com o Brasil ocupando papel central nesse processo.

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